
A Polícia Militar de Santa Rosa do Sul foi acionada por voltadas 22h desta terça-feira, para atender uma ocorrência que, inicialmente se tratava de tentativa de homicídio e sequestro, mas que no desenrolar dos fatos, verificou-se apenas como uma noite de muita fúria de Ederson de Souza, de 22 anos.
Pintor, casado com L.B.B. de apenas 16 anos e pai de uma menina de um ano, Ederson não aceitou o anúncio de separação feito por sua mulher, que queria ir embora de casa, para Turvo, onde mora sua mãe, que lhe prometera cuidados e o conserto de um dente quebrado.
Transtornado pelo fato e por uso de álcool, segundo sua irmã, que foi quem chamou a polícia, ingerido por Ederson pela primeira vez, pegou sua mulher e levou até a casa da irmã, mulher que sempre ouviu conselhos.
Descontente com o que ela lhe dissera, discutiu e não aceitou, de forma alguma a separação, pegando sua esposa pelo braço a caminho de casa. Quando saíram, se depararam com a Polícia Militar e, segundo a adolescente, ela mesma pediu que ele corresse, para não ser pego e correu junto. Na versão inicial, inclusive de sua irmã, Ederson estava com uma faca e queria matar sua esposa.
A guarnição, ao ver que o casal se embrenhou em uma plantação de milho chamou reforços, imaginando se tratar de sequestro. Quando os reforços, policiais de Sombrio, São João do Sul e da operação veraneio de Bela Torres chegaram ao local, ele se escondeu, com ela, de baixo de um geral de polvilho, usado para secar o produto, segurando-a com um golpe chamado gravata.
Os policiais conversaram com L., que conseguiu se desvencilhar do marido, que fugiu para dentro de um pátio vizinho. Lá os policiais o pegaram, mas ainda assim, precisaram de quatro oficiais para segurá-lo, pois ele resistiu à prisão e estava com uma força descomunal.
De acordo com os policiais, que estavam sob o comando do Sargento Lamarque, Ederson seria autuado em flagrante pela lei Maria da Penha, desacato a autoridade e resistência a prisão.
Na delegacia da PM, a enquanto o auto era lavrado pela PM, a jovem disse que não queria prestar queixa, pois não tinha medo do marido e tudo havia sido um mal entendido, não apanhara, não havia faca e ele apenas não queria que ela fosse embora.
Faca não, mordida
Enquanto o fato se desenrolava em Santa Rosa do Sul, a PM de Sombrio foi chamada novamente, desta vez na comunidade de Figueirinha, em Balneário Gaivota. Lá, a denúncia feita no número 190 era de uma briga que terminara com esfaqueamento.
Ao se deslocarem para a comunidade, Polícia e Ambulância do Corpo de Bombeiros, foi verificado que não passou de uma briga de cunhados, dentro de casa, que se atacaram com mordidas.
Ambos foram encaminhados à delegacia de Balneário Gaivota para registro dos fatos.
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Os policiais de Santa Rosa do Sul, pensaram que era o Armagedom para pedirem tanto reforço assim, mais valeu a pena evitaram uma grande tragedia.