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Histórias de Vida 19/05/2011 - 08:36
Uma vida para servir Vidas Especiais
“Hoje sou uma pessoa muito melhor, aprendi a ter paciência, a ser mais carinhosa, mais cuidadosa com as pessoas e respeitar cada ser humano, tenha ele algo especial, ou não.”
Sombrio
Banco de imagens J A
Para a educadora cada conquista, cada sinal de melhora de seus alunos, um fato que fica marcado na sua vida, que jamais esquecerá.

 

A pedagoga sombriense Zaneide da Silva Martins, de 47 anos, tem uma história de vida totalmente dedicada à outras vidas e não são vidas simples, são especiais, para ela, mais do que especiais.Zaneide é professora do ensino especial há 26 anos. No início o trabalho era intercalado com o ensino regular e também da Apae de Sombrio com a Apae de Torres. Aliás, é deste início que Zaneide lembra a única barra que passou em sua trajetória dedicada a ajudar os outros: “A única coisa de ruim que tive, nestes anos todos, foi o início, quando ia para Torres e depois vinha direto para Sombrio, ou do ensino regular em Gaivota para a Apae de Sombrio. Como era difícil a locomoção e não dava tempo de voltar a minha comunidade, Morro do Cipó, para almoçar, eu levava marmita e esquentava, quando dava tempo, na Apae, para comer. Foi um momento difícil.”

Pós graduada em pedagogia, a professora se orgulha de ter participado da evolução de muitas das crianças que passaram pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, de Sombrio.“Tenho ótima relação com os pais das crianças e sempre recebo agradecimentos e elogios, pois, é notória a evolução de nossos alunos que chegam.Geralmente, sem comer sozinhos, sem ir ao banheiro sozinhos, sem abertura para dar e receber carinho e vão conquistando tudo isso com dias e dias e trabalho”, lembra Zaneide.

O mundo desconhecido torna-se a ferramenta do Evoluir

Prestes a completar 48 anos de vida, na próxima segunda-feira, 23, a professora que está há dois anos para se aposentar por idade, já que tem o tempo de contribuição atingido. Ela pretende montar uma ONG  ou  trabalhar voluntariamente em outras áreas, com atendimentos a outras pessoas, não necessariamente com alguma deficiência.

Zaneide lembra de seu passado, para falar da evolução que teve com o trabalho na Apae. “Tem coisas que são para acontecer mesmo. Eu, quando criança, segundo conta minha mãe, não podia ver alguém com deficiência física ou mental, atravessava a rua, se cruzasse com alguém assim, de medo. E hoje sou uma pessoa muito melhor, aprendi a ter paciência, a ser mais carinhosa, mais cuidadosas com as pessoas e respeitar cada ser humano, tenha ele algo especial, ou não.”Das marcas deixadas pelos anos de trabalho, a professora diz que são todas positivas e, cada conquista, cada sinal de melhora de seus alunos, um fato que fica marcado na sua vida, que jamais esquecerá.

“Encontrei-me com o trabalho em ensino especial, aprendi muito, não me arrependo da minha escolha e, hoje, não trocaria esse emprego por nada no mundo. Não há dinheiro que pague o sentimento que tenho pelos meus alunos e pela Apae”, finalizou.

 

Por: Fabrício Espíndola
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1 comentário

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vanessa
27/06/11 13:45

eu tive o prazer de te-la como professora da minha filha tailane...
e sempre que penso em pessoas amorosas lembro da tia zaneide...realmente ela é muito especial
todos os elogios seriam poucos para descreve-la
vc é muito importante para nós...
precisamos de pessoas assim que fazem a diferença...

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