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Geral 25/01/2012 - 15:04
Ponte da 101: Administração tem pressa na municipalização da rodovia
Local onde cabeceira da ponte ruiu faz parte de trecho de seis quilômetros de estradas que serão municipalizadas com a duplicação.
Araranguá
Banco de imagens J A
Trecho de seis quilômetros compreende áreas com muitos problemas, como a ponte sobre o rio Araranguá e o trevo do Mato Alto, onde balanças que não funcionam foram instaladas.

 

Uma situação curiosa acontece no trecho que vai do KM 409 ao KM 415 na BR 101, em Araranguá. Com a construção de um desvio no lado Oeste do atual traçado – pleito da comunidade, que deve garantir mais segurança - o antigo trecho de seis quilômetros da rodovia federal passa a pertencer ao município, que só pode assumir a estrada após a cessão da mesma pelo Governo Federal, o que não deve acontecer antes da conclusão das obras de duplicação.

Enquanto o município espera, o trecho continua sendo de responsabilidade do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte, que tem demorado para tomar as decisões e buscar soluções, segundo reclamações das comunidades adjacentes ao trecho.

Um dos pontos mais críticos é a ponte sobre o rio Araranguá, no KM 412, que neste domingo, 22, paralisou a rodovia por causa do rompimento de um cano de distribuição de água do Samae. Apesar dos muitos transtornos causados pelo incidente, o órgão federal responsável pela rodovia não enviou nenhum técnico para avaliar a situação no local. Os reparos acabaram sendo realizados pela concessionária Setep, responsável pelas obras de duplicação da rodovia no trecho, e o Samae, responsável pela canalização rompida na ponte. Para o diretor do Samae, Ernani Palma Ribeiro Filho, a ponte, que foi construída na década de 70, não foi projetada para suportar o grande movimento de hoje: “As estruturas estão sólidas, mas mesmo assim, ela exige atenção permanente”, diz o diretor, que lembra que a prefeitura não pode atuar no trecho sem autorização do DNIT.

Outro ponto crítico nos seis quilômetros que serão municipalizados é o trevo do Mato Alto, onde há anos a comunidade vem se manifestando, cansada de presenciar acidentes fatais que poderiam ser evitados, caso o traçado do trevo fosse modificado. Há pelo menos três anos, os moradores e comerciantes vem realizando manifestações. A última delas, no ano passado, quando centenas de cruzes foram fixadas lembrando as mortes no local, renderam a instalação de radares eletrônicos, que coíbem, mas não impedem a alta velocidade, já que muitos motoristas que passam pelo local sabem que os aparelhos de contenção de velocidade estão desligados.

Para Ernani, a construção do desvio e a municipalização do trecho entre os KM 409 e 415 é uma conquista enorme para Araranguá: “Estamos no centro entre o Mercosul e as regiões Sul e Sudeste. Somos um ponto estratégico para bons negócios. Será bom poder contar com boas estradas e a segurança que foi garantida com a construção do desvio. Araranguá só tem a ganhar”, diz.

Ernani explica que conversações com o DNIT indicam que o órgão deve reformar todo o trecho a ser municipalizado antes de entregar os seis quilômetros para o município de Araranguá: "O DNIT firmou esse compromisso com Araranguá. Depois disso, todos os reparos necessários serão feitos sem que o município tenha que pedir autorização para realizar as obras”, finalizou. 

Fernanda Guidi
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