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Geral 23/01/2012 - 10:12
Cabeceira da ponte comprometida paralisa BR 101 em Araranguá
Iniciativa partiu da PRF, que interditou local cinco minutos antes da abertura de uma cratera de dois metros de altura e 4,5 metros de comprimento.
Araranguá
Banco de imagens J A

 

Uma cratera de cerca de dois metros de altura, 4,5 metros de comprimento e dois metros de largura aberta no lado Sul da cabeceira da ponte sobre o rio Araranguá, no Km 412 da BR 101, foi a causa da interdição da rodovia ontem, por volta das 18h30 de ontem, 22. Devido à gravidade dos fatos, a pista, que tem sete metros de comprimento, foi interditada nos dois sentidos às 19h40.

Segundo o Policial Rodoviário Federal Serafim, que fazia a segurança no local no momento da chegada da reportagem do Jornal Amorim, a cratera tomou forma depois que um cano de PVC de 50 mm usado para o transporte da água do reservatório do Samae – Serviço de Abastecimento Municipal de Água e Esgoto, na Urussanguinha, para o outro lado da pista, na Cidade Alta, passou a vazar e acabou se rompendo. A pressão da água sobre o aterro localizada debaixo do asfalto causou a erosão e o desmoronamento, que poderia ter resultados mais drásticos, não fosse o fato da PRF ter interditado a rodovia federal cinco minutos antes do terreno ceder e abrir a cratera.

Segundo Serafim, o Samae foi acionado para consertar o cano de PVC. O trabalho causou a interrupção do abastecimento de água em parte da Barranca, nas imediações do Beto Gil, e na região do Cetrar, atingindo cerca de cem residências e estabelecimentos. O DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte foi acionado, e deve enviar um engenheiro para avaliar a situação e dar a previsão de quando a rodovia será liberada: “Por enquanto, não há previsão de liberar o trânsito no trecho, mas torcemos para que tudo se normalize amanhã”, diz.

Por causa da interdição, filas de 5 KM se formaram nos dois sentidos da rodovia. O caminhoneiro Vanderlei Valdomiro, 46, que transportava óleo lubrificante do Rio de Janeiro para Porto Alegre se surpreendeu ao perceber a via interrompida, e teve que parar bem perto da cabeceira Norte da ponte. Mesmo sabendo que deveria pegar um desvio para chegar ao trevo de Araranguá via Meleiro, o caminhoneiro, que comanda um “bruto” há 23 anos, não reclamou: “Causa transtorno, mas é pra nossa segurança. Seria pior se a pista não fosse fechada, com certeza aconteceria algum acidente bem grave”, afirma.

Para contornar a situação, que deve se estender no mínimo durante boa parte do dia de hoje, a PRF alerta aos motoristas que trafegam no sentido Norte – Sul a entrar no segundo trevo de Criciúma, em direção a Forquilhinhas, e seguir até o trevo de Araranguá. Já os que trafegam no sentido Sul-Norte devem seguir até o trevo de Araranguá, seguindo por Meleiro até Forquilhinhas, e de lá seguir para a BR 101. Segundo a PRF, os desvios aumentam em cerca de 40 Km o percurso, média de 40 minutos a mais na viagem.

 

Samae culpa excesso de peso na ponte

Diretor do Samae afirma que canalização se rompeu por causa do grande movimento na rodovia federal, e diz que esta não é a primeira vez que rompimento acontece.

 

Araranguá – Logo que ficou sabendo da situação na cabeceira da ponte sobre o rio Araranguá, no KM 412 a BR 101, o diretor do Samae, Ernani Palma Ribeiro Filho, acionou o engenheiro chefe e determinou o reparo da canalização, que segundo ele, se rompeu por causa do excesso de peso na cabeceira da ponte, causada pelo grande volume de automóveis e caminhões que circulam na rodovia federal, movimento que se intensificou no final de semana.

Ribeiro Filho diz que a instalação dos canos de distribuição de água instaladas no local datam de administração anterior a atual, e que esta não é a primeira vez que a canalização se rompe naquela parte da rodovia. Ele explica que havia detectado o problema e solicitado a substituição da canalização de PVC revestida de concreto pela canalização metálica, mas até a data de ontem não havia recebido a autorização do órgão federal para a realização da obra: “Os técnicos do DNIT chegam amanhã (hoje) e então vamos conversar para resolver a situação”, afirma o diretor, que diz que a expectativa é que a via seja liberada de sete a oito horas após a avaliação dos técnicos do DNIT e autorização para o restabelecimento do aterro. 

Fernanda Guidi
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