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Especial 02/02/2012 - 09:58
Toninho Portuguesa visita Jornal Amorim
Sombrio
Banco de imagens J A
Toninho esteve na Rede Amorim com o amigo João Márcio, popular Catiça

 

O ex-jogador da Seleção Brasileira Antônio Benedito da Silva, ou simplesmente Toninho Portuguesa, e irmão de Sony Anderson, outro ex-Seleção, visitou a redação do Jornal Amorim na manhã desta quarta-feira, em companhia de seu amigo João Márcio, popular Catiça.

Toninho ganhou o apelido Portuguesa no sobrenome porque passou cinco anos na equipe paulista e fez mais de 120 gols, dos 484 que tem na carreira de meia de armação. A amizade com Catiça surgiu em 2011, quando Toninho foi técnico nas categorias de base do Criciúma, supervisionada pelo sombriense.

“Ele (Toninho) veio junto de uma equipe de fora que treinava a base do Tigre e foi embora com a mesma turma, mas era um dos que deveriam ter ficado pelo bom trabalho”, relembra Catiça.

Toninho começou no futebol em 1982, no XV de Jaú, clube da cidade onde nasceu, e em 1984 se transferiu para a Portuguesa, onde conquistou o vice-campeonato paulista em 1985, perdendo para o São Paulo de Muller e Falcão, recém chegado da Itália.

Em 1990 Toninho foi contratado pelo Guarani, onde passou seis meses e logo depois foi para o Flamengo, também por seis meses, disputando a Taça Libertadores e o Brasileirão pelo time carioca que tinha Gilmar, Júnior, Zico, Nunes na equipe, com Djalminha e Paulo Nunes ainda começando, no banco de reservas.

No ano seguinte, o meia embarcou para o Japão, para iniciar uma trajetória de sucesso, onde virou ídolo e um dos grandes nomes na profissionalização do esporte local, junto de Alcindo, Zico, dentre outros.

“Fui para o Verdy Kawasaki, jogar com Rui Ramos e Kazu, depois joguei no S-PULSE, com Djalminha e Ronaldão, no Red Diamond, em 1996, no meu último ano por lá”, conta Toninho.

De volta ao Brasil, ainda em 1996, atuou pelo Vasco da Gama em duas competições, Brasileirão e Copa Conmebol, hoje Sul americana.

Seus últimos clubes foram o Londrina, em 1998, o Matonense, no ano seguinte e em 200º o Santa Cruz, onde encerrou a carreira como vice campeão da série B do Brasileirão.

Sua característica, segundo o próprio descreve, era de um jogador que fazia muitos gols. A prova é a artilharia de cinco dos seis campeonatos japoneses que disputou e de um Paulistão.

“Sempre fiz muitos gols, minha característica era essa, era daquele futebol de antigamente, que o meia armava as jogadas e finalizava muito”, conta.

 

Carreira como técnico

 

Toninho pretende ser treinador de um grande clube do futebol brasileiro. Para isso, no entanto, realiza cursos de técnico e participa de estágios e aprendizados fora do país, como na Espanha, em 2011, no Barcelona e no Villa Real.

Por dentro do futebol moderno, Toninho contraria muitas opiniões de jogadores e admiradores do futebol de antigamente. “Eu acho o futebol de hoje melhor. Mais jogadores bons atuando. Não se depende mais de um jogador apenas como o Santos do Pelé, o Flamengo do Zico, e um exemplo clássico disso é o Corinthians, atual campeão brasileiro sem um grande craque no time”, explica, para completar: “Os jogadores faze mais funções também. Antigamente o lateral só sabia correr e cruzar, o zagueiro só defender, hoje a modernidade faz todos saberem mais que simplesmente suas posições”.

Foi a segunda vez e Toninho em Sombrio, que já até jogou futebol no gramado sintético da Coruja, no distrito de Guarita, no aniversário do filho de seu amigo Catiça.

“Gosto daqui, sempre que posso visito e pretendo voltar mais vezes”, conclui Toninho.

Fabrício Espíndola
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