
Galerias lotadas e corações aflitos preencheram grande parte das poltronas do plenarinho na sede do Poder Legislativo da capital catarinense. Cidadãos de diferentes cidades que compõem a Associação dos Municípios do Vale do Araranguá (Amesc) e da Associação dos municípios da Carbonífera Catarinense (Amrec) estiveram presentes ao debate vital, cujo resultado foi o comprometimento dos parlamentares estaduais e federais nesta luta de desenvolvimento da região Sul de maneira integrada e limpa.
A abertura dos trabalhos de debate e abordagem no sentido de viabilizar a construção da rodovia SC-100, que ligará Passo de Torres à cidade de Laguna, teve início nas primeiras horas desta segunda-feira, 21 de novembro, e permaneceu sem intervalos até as 12h30min.
Prefeitos de Balneário Gaivota, Sombrio, Timbé do Sul, Santa Rosa do Sul e Maracajá; assim como vereadores, lideranças comunitárias e autoridades conheceram de perto o projeto técnico através do trajeto da obra apontado no estudo de viabilidade e impacto ambiental responsável pela estimulação do potencial turístico das cidades do Extremo Sul de SC.
Estima-se que, ao ser construída em sua totalidade, 131,7 km, a rodovia Interpraias deverá movimentar um fluxo de aproximadamente 15 mil veículos por dia. “Quando tivermos esta tão sonhada obra concluída, a nossa região terá sido respeitada e, por conta do gigante potencial turístico nato, será também muito cobiçada”, salienta animado o deputado Manoel Mota, ao lado do presidente da Comissão de Transporte, deputado Valmir Comim.
Coordenando os trabalhos da mesa repleta por autoridades e representantes, Manoel Mota renova o compromisso em torno da construção da Rodovia promissora para o intercâmbio social, econômico e geográfico. “Todos estamos aqui neste dia em busca de respostas e resultados”, ratifica Mota diante de seus colegas edis, promovendo o posicionamento favorável ao pleito do Sul.
Para o deputado José Milton Scheffer, a construção da rodovia será uma nova vertente do desenvolvimento econômico, dada a grande extensão do litoral e sua condição de fomentador de oportunidades. “Ela será uma nova vertente. Nosso litoral é encantador e com a rodovia haverá valorização e dignidade aos moradores e ainda ao aquecimento do setor imobiliário”, considerou José Miton, apontando a disponibilidade de mais de 500 mil lotes para a comercialização.
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“A estrada do mar para Santa Catarina é uma obra muito mais importante do que foi a estrada do mar para os gaúchos”. Este desabafo de prefeitos e lideranças entrelaçou ainda mais a adesão dos deputados federais Ronaldo Benedett, Edinho Bez e Carmem Zanotto diante dos mais de 400 cidadãos que deslocaram-se de ônibus e carro de suas cidades para engrossar o pleito no plenário da Alesc, nesta segunda,21, na capital do Estado. “Sabemos que o país sofre a letargia da burocracia, porém, além de termos projetos e licenças, precisamos sim de muita pressão. Chega de carinho, temos que buscar recursos e a sensibilização de maneira eficaz. E a pressão é o caminho”, dispara Edinho Bez, apoiado pela deputada Carmem Zanotto, que completa: “Conheço a luta do Extremo Sul desde a mina época como secretária do Estado da Saúde e podem contar com meu apoio”.
Para o deputado Ronaldo Benedett, o desenvolvimento está em primeiro lugar para a região Sul, castigada por índices baixos neste setor. Além de apoiar, ele foi mais além e em seu posicionamento apresentou dados alarmantes como o PIB de cidades como Criciúma, na ordem de R$ 14mil/ano, que circula na periferia, se comparada às cidades de Joinville (28 Mil/ano) e Itajaí (56 mil). “Esses números mostram nada mais do que a falta de recursos para nossa região e temos que mudar este quadro. A Interpraias é fundamental para reverter esta situação”, considera.
O ex-governador Espiridião Amim, presente na audiência, aproveitou para sugerir muito mais do que apenas seu apoio, mas a inclusão das universidades neste projeto da construção da Interpraias. “Sou solidário a luta do Sul e vou me aprofundar no projeto para ajudar. É importante também que haja o engajamento das universidades para haver posteriormente a qualificação dos empregos que forem gerados pela obra”, destacou.
Amim concordou com o deputado Mota sobre a importância e aproveitou para alertar que, de igual importância ao projeto, estão as aprovações das licenças ambientais, as quais estão regidas por normas inovadoras do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA.
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