
"É tudo muito lindo, a gente não imagina que as pessoas sejam assim tão solidárias. Estamos muito agradecidas aos bombeiros e ao povo que tem nos ajudado”. A frase vem de Deise Grassi Pereira, 25, uma das vítimas do incêndio que destruiu uma casa no bairro Mato Alto no sábado, 28 de janeiro. Mãe da pequena Laidiane Vitória, 4, ela conta que no dia em que a casa alugada há três dias foi tomada pelo fogo, a filha estava de aniversário, e por isso, a levou para o trabalho, deixando a amiga, Vânia Ulmann, 28, na casa, junto com os filhos, Iury, 8, Natasha, 9 e Lucas, 4. Amigas há muito tempo, a ideia das moças, que moram há seis meses em Araranguá, era de prosperidade, mas o incêndio, que destruiu tudo o que havia na casa – incluindo a máquina de costura, principal fonte de renda das duas - indicou o caminho da reconstrução.
Na última sexta-feira, 04, menos de uma semana após o incêndio, as duas mulheres e as quatro crianças receberam uma surpresa muito especial na casa onde estão morando provisoriamente no bairro Operária: a visita dos homens que trabalharam no combate ao incêndio, e que sensibilizados com a situação das moças e das crianças, resolveu encampar uma campanha na internet com o objetivo de arrecadar donativos. A campanha nasceu tímida no perfil social Bombeiros Araranguá do facebook (www.facebook.com.br) na segunda-feira, 30, e resultou na doação de muitas roupas e brinquedos: “Estamos contentes com a solidariedade da população, que se empenhou em trazer os donativos para ajudar essas crianças”, afirma o CB Matheus, que diz que ele e os colegas ficaram surpresos com a agilidade das pessoas em ajudar.
Para Deise, o exemplo dado pelos bombeiros e pela população é digno de elogio e registro. Ela conta que desde o incêndio, ela e a amiga tem recebido apoio de muitas pessoas, que emprestaram a casa para elas morarem por um tempo, doaram alimentos, roupas, brinquedos, alguns móveis e utensílios domésticos. Apesar das muitas doações, as vítimas do incêndio ainda precisam de camas, colchões, panelas e outros utensílios domésticos, mesa com cadeiras, geladeira, fogão, TV e outros eletrodomésticos e móveis.
Deise diz que sente pena dos proprietários da casa, que tem sido acusados por algumas pessoas de terem negligenciado nos cuidados com a fiação elétrica da casa: “Quem vai apontar as causas do incêndio é a perícia, e digo que a gente perdeu as coisas, e esta família perdeu a casa, que foi construída ao longo de mais de 20 anos. Eles perderam algo de sua história”, registra a mulher, que pede para que as pessoas não julguem os proprietários da casa incendiada.
A mulher diz que a amiga Vânia vem pagando uma casa há algum tempo, e só não construiu a residência porque não tem o terreno, que a amiga iria batalhar para adquirir neste ano. Ela não pede, mas sabe que a doação de um lote ajudaria as duas mulheres a reconstruir a vida. Qualquer doação é bem vinda. O telefone de Deise é (48) 9676-8581.
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