/
Comunidade 17/08/2011 - 09:28
Dias contados para fixação da barra sair do papel
Processo licitatório pode ser aberto nos próximos 90 dias, e audiência pública foi marcada para 04 de outubro, enquanto Ibama sinaliza pela liberação da licença ambiental.
Araranguá
Banco de imagens J A
Problema das enchentes no Rio Araranguá podem ser solucionados com a fixação dos dois molhes no lado Sul da Barra do rio Araranguá, segundo técnicos.

 

Uma semana após a primeira enchente do ano em Araranguá, integrantes da prefeitura comemoram a aprovação do projeto da fixação da barra do rio Araranguá pela Caixa Econômica Federal. Segundo especialistas, a obra, que consiste em molhes de fixação feitos de blocos de rochas com cerca de cinco Toneladas cada uma, semelhante aos molhes de fixação instalados em locais como Laguna, Itajaí e Barra da Lagoa, em Florianópolis, tem como principais consequências positivas a contenção das enchentes em Araranguá e nos municípios margeados pelo rio que leva o nome da cidade pólo, além do desenvolvimento da comunidade pesqueira de Ilhas e adjacências, que migra da pesca artesanal para a pesca industrial, favorecendo dezenas de moradores que vivem e sustentam as famílias com a pesca.

Ontem, o prefeito Mariano Mazzuco Neto (PP) aguardava ansioso o aval do Ministério das Cidades, que deve definir em no máximo 90 dias a abertura do processo licitatório que viabilizará a construção da obra. Uma audiência pública foi marcada para dia 04 de outubro, no Grêmio Fronteira, a partir das 14h, abrindo espaço para a discussão dos impactos da obra e das soluções referentes a mesma com autoridades, técnicos, imprensa e comunidade. Só depois dessa audiência pública, explica o prefeito, será possível aprovação da Licença Ambiental por parte do IBAMA – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, que já sinalizou positivamente pela aprovação da obra com relação aos impactos ambientais.

“Se realizarmos a Audiência Pública e receber a Licença Ambiental do Ibama, e ao mesmo tempo recebermos sinal positivo para a abertura da licitação, é muito possível que a obra comece ainda esse ano”, garante o prefeito, que diz que o projeto, que já tem recursos garantidos na ordem de R$ 28 milhões, será feito em duas etapas. O valor liberado é referente a primeira parte do projeto, que tem um custo total calculado em R$ 60 milhões. O pedido para os R$ 32 milhões que faltam para a obra já foi encaminhado pela prefeitura, que pretende começar a segunda parte da construção dos dois molhes – um ao Norte, com 898 metros, e um ao Sul, com 1,150 metros - logo após a conclusão da primeira parte. Todo projeto deverá estar concluído em 17 meses. Segundo o prefeito, dos recursos já destinados para a obra, R$ 1 milhão foi investido nos estudos de impacto ambiental, exigidos para a aprovação do projeto, que deve ser construído no lado Sul da Barra do Rio Araranguá. 

Por: Fernanda Guidi
Enviar para um amigo

Seu nome

Seu email

Email do seu amigo

Comentário

Nome

Email

Publicidade
© 2011 Jornal Amorim. Todos os direitos reservados.