
A chuva deu uma trégua, mas não esqueçamos que setembro é um mês chuvoso, considerando a normalidade das estações, é claro.
A informação será sempre a melhor maneira de ampliar nossos conhecimentos. Estava conferindo o meu Twitter e considerei importante a frase de André Trigueiro, que se reportava sobre os constantes eventos climáticos em Santa Catarina. Ele ponderou que nosso estado é a porta de entrada das mudanças que o clima vem sofrendo nas últimas décadas. E isso é uma verdade. Nunca antes, Santa Catarina sofreu tanto com furacão, tornados, vendavais e enchentes. A cada evento os noticiários veiculam o rastro de destruição causado.
Na contra mão de tudo isso, nossos políticos, cegos nas questões ecológicas, consideraram um avanço para o estado a aprovação de um “código ambiental”, tornando Santa Catarina o primeiro estado do Brasil a liberar um maior ataque a Natureza diminuindo as áreas de preservação, que praticamente não são respeitadas, uma vez que a sua maioria já se encontram ocupadas. Tudo isso dizem os políticos que é para “favorecer a produção”.
O resultado disso tudo é que vamos ter que criar em curto espaço de tempo uma estrutura caríssima para correr atrás do prejuízo que a Natureza já vem impondo a Santa Catarina. A defesa civil com certeza atuará muito mais para socorrer os desabrigados e as perdas na produção agrícola mostrará para os equivocados políticos que com a Natureza não se brinca, lembrando que quanto mais se destrói os recursos naturais, maior será o desequilíbrio no clima do planeta.
O homem precisa ser menos egoísta e ganancioso para voltarmos ao equilíbrio. A Natureza tem a capacidade de se auto regular em poucas décadas, basta para isso, deixá-la quieta. Os agricultores bem que poderiam criar em suas áreas cultivadas pequenos corredores de mata nativa, proporcional ao tamanho da propriedade. Recuperar e preservar as matas no entorno das nascentes para não deixar que elas morram (sequem). Nas cidades aumentar o número de praças arborizadas e utilizar materiais para pavimentar as ruas menos impermeáveis etc.
Tudo isso requer atitude. Ação firme. Esta geração não tem ainda e, dificilmente terá, a consciência da importância da Natureza para toda a Vida em nosso planeta. Pois seu conceito de vida está baseado unicamente na exploração dos recursos naturais para o que acreditam que é o seu objetivo nesta vida para “evoluir”. A maioria vai resistir às mudanças, considerando que terão prejuízos etc. Mas haverá aqueles que já pensam de uma forma mais consciente e que estão colaborando para a volta ao equilíbrio. É uma esperança.
Cada um de nós precisamos fazer o que nos compete em termos de recuperação e preservação da Natureza. Não podemos ficar esperando para que outros façam aquilo que é obrigação de cidadania nossa!
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