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Edmilson Colares
Meio Ambiente
Colunas 29/08/2011 - 09:47
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!

 

As chuvas de agosto revelaram uma situação bem característica do desprezo do homem pela Natureza. Ele ainda, teimoso, acredita que pode tudo. Realmente em certos aspectos até pode se acreditar que sim, tais como destruir florestas nativas inteiras, exterminar todas as espécies de nossa fauna etc.

Mas, ele na sua ambição, não pode controlar o clima do planeta. E a sua ignorância é tão acentuada sobre isso, que ainda considera que exista uma solução miraculosa para dominar esse evento.

Com certeza, umas das poucas raças que entendia essa relação são os Nativos (Índios) do Brasil, que convivem harmonicamente com a Natureza. Ao tratar a Natureza como parte integrada e necessária a sua existência ele a respeitava. Ela tinha espírito era irmã.

Uma sociedade ecologicamente sustentável, precisa trabalhar esse conceito em todas as áreas da vida e encarar como atividade prioritária em seu cotidiano, caso contrário não pode ser assim denominada. Os governos precisam atuar com seriedade não somente em grandes empreendimentos, mas também nos pequenos. Quer um exemplo: “Ao projetar uma pavimentação de uma rua, avaliar se não seria mais ecológica a implantação de lajotas em substituição do asfalto. Aproveitar todos os espaços públicos vagos para a implantação de praças amplamente arborizadas. Evitar a utilização da ocupação do solo em áreas historicamente alagáveis e nelas construir lagos artificiais para a contenção dos excessos das águas das chuvas, etc.”

Quando visitei a Lagoa do Sombrio, ao passar pela comunidade de Raizeira, constatei um absurdo, só revelado agora com as chuvas de agosto. Existem casas construídas dentro da Lagoa do Sombrio. Tais casas deveriam obrigatoriamente ser retiradas dalí, pois além de estarem em voltas pelas águas, existe o perigo de doenças tanto, pelo contato direto com a água devido à contaminação por cloriformes fecais, uma vez que as fossas e sumidouros foram tomados pelas águas.

Os noventa e três marcos implantados pela empresa Setep em 2005, contratada pela FATMA, mostram onde as águas da Lagoa do Sombrio alcançam quando em período de cheia. Isso foi amplamente comprovado agora com as chuvas.

Não existe alagamento ou inundação em nossa região. O que existe é a construção de residências dentro de áreas historicamente alagáveis e que o homem por falta de orientação e fiscalização dos poderes públicos fez nesses locais suas residências. Agora a Natureza exige a devolução desses espaços. A isso podemos chamar de crescimento desordenado e está na hora de darmos um basta a este tipo de desmando.

A Aguapé, Associação de Proteção Ambiental, convida a todos para uma reunia, dia 03 de setembro de 2011, às 16h00min, no Restaurante da Barrinha na comunidade do mesmo nome, em São João do Sul, onde estará buscando a unificação de objetivo para se buscar a “Solução para resolver o problema da perda da lâmina de água da Lagoa do Sombrio”.

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